Diabetes Gestacional - Descoberta e Tratamento - Como passei por tudo isso.



 Olá meus amores! Tudo bem?
Hoje resolvi falar de um fato que aconteceu comigo durante minha gravidez que com certeza é algo que não gostaria que nenhuma gravidinha venha passar, mas não escolhemos. No entanto, podemos de certa forma evitar.
Vamos falar um pouco sobre a Diabetes Gestacional, uma doença silenciosa que pode trazer consequências desastrosas para o baby.

A Diabetes Gestacional é um aumento do nível de açúcar no sangue que se chama hiperglicemia, onde o pâncreas não consegue aumentar os níveis de insulina para pode controlar o aumento de açúcar por causa dos hormônios da gravidez. Isso ocorre porque o feto extrai continuamente glicose da mãe, mesmo quando ela está em jejum. Conforme o feto cresce, maior é a sua necessidade de glicose. Com isso, o baby podem crescer excessivamente e nascem com mais de 4 kg e precisam ser submetidos a parto cesário, e sem tratamento correm o risco de problemas cardíacos, respiratórios, icterícia, parto prematuro, aborto e até  morte intrauterina.

É detectado somente durante a gravidez em mulheres que, antes de engravidar, não tinham diabetes. Costuma aparecer no 3º trimestre de gestação e se cura sozinha pouco tempo após o parto. Requer tratamento para evitar complicações. Mas muitas vezes, pode facilitar o desenvolvimento de diabetes entre 10 e 20 anos após a gravidez.

Como eu descobri?

Devido eu está enquadrada aos fatores de risco e assim ter grande chance de desenvolver a Diabetes Gestacional:
  •     História familiar de diabetes.
  •     Excesso de peso antes a gravidez.
  •     Idade maior que 25 anos (engravidei com 28).


   Fiz um exame chamado Curva Glicêmica,também chamado de teste oral de tolerância à glicose, ou TOTG, serve para verificar a quantidade de açúcar no sangue, após a ingestão de um líquido açucarado, chamado de glicose, preparado especialmente para o exame.

 Onde eu tive que fazer  uma coleta de sangue em jejum, tomar o líquido e depois de 2 horas fazer uma nova coleta de sangue.

Posso dizer que foi terrível, você estando gravida, em jejum de 8 horas e ainda toma um líquido doce, que chega a arder a garganta. Sem contar a sensação que deu quando chegou no estômago, não gosto nem de lembrar. Mas foi por uma maravilhosa causa, faria varias vezes só para ver o meu baby saudável.


Após o resultado, fiquei arrasada! Não conseguia dormir durante a noite, estava super preocupada. Já estava com 27 semanas e todas minhas consultas passaram a ser direcionadas para o tratamento da Diabetes Gestacional.

 Como foi dito anteriormente, tenho um histórico familiar de diabetes, dois irmãos e meu pai, ambos fazem o uso de insulina e só de pensar que teria que aplicar em mim mesma era o caos. Sofro muito vendo a luta e dificuldades deles.

Então entrei em uma batalha de dietas e teste de glicemia capilar, 6 vezes ao dia até o nascimento do meu filho. Era isso ou insulina.



Estava com 78kg quando engravidei e perdi 3kg, tive manter meus 75kg intactos até o final da gravidez. Agora imagina o quanto é difícil, uma pessoas sedentária que de uma hora pra outra teria que mudar radicalmente

(mas com um especialista do lado é claro) sua vida com dietas e exercícios. Durante todo esse tempo meu baby estava sendo monitorado e mesmo assim ele nasceu prematuramente com 35 semanas  e com baixo nível de açúcar no sangue, com isso ele passava a maior parte do tempo dormindo. Era uma luta constante, pois eu tinha que o acordar sempre para amamentar. Após o parto, eu tive alta depois de 3 dias mas meu Thiago ficou 6 dias na Neonatal do Hospital Naval Marcílio Dias, mesmo que estivesse mamando bem, mas para mim, pareceu uma eternidade.

 Durante esse tempo na Neonatal ele ficou em observação para ver se o quadro estabilizava para poder ser liberado. Deu tudo certo! Sua glicose se normalizou e voltamos para casa.





Mas graças a Deus, mesmo com todas as dificuldades o Thiago hoje já tem 1 ano e é saudável, alegre e muito esperto.

Vou continuar tendo diabete depois ?

Fui submetida a um novo exame de glicemia de jejum a partir de um mês e meio após o parto, e minha taxa de açúcar no sangue voltou ao normal.
Apesar disso, mulheres que tiveram diabete gestacional são mais propensas a ter diabete mais tarde, por isso o exame de glicemia de jejum deve sempre fazer parte da sua rotina de exames.
Mulheres que já eram obesas antes da gravidez têm mais risco de continuar diabéticas depois do parto.

Então, é importante manter sempre uma alimentação saudável, equilibrada e praticar exercícios físicos.

Espero que tenham gostado!


Beijos e até breve.


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